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Bebê chorão
Este texto não tem nada a ver com literatura, mas tem paixão.
Esse Fernando Alonso é um Bebê Chorão. Ele devia parar de correr na Formula 1 e ir jogar golf, assim não tem perigo nenhum. Porque corrida de carro sempre tem riscos, disputas, toques e até batidas! Ele parece que quer vencer no grito, como os jogadores de futebol fazem muito hoje em dia. Só que futebol isso já faz parte do folclore; ninugém espera de verdade que um juiz volte atrás na marcação de um penalti, por exemplo, mas eles sempre vão reclamar.
O problema do Fernando é que ele está vendo dois pilotos melhores do que ele e está com medo. Quer ganhar privilégios com base no seu histórico de vitórias e campeonatos; e se ele não fizer isso, acredito mesmo que vai ficar atrás do Lewis Hamilton e, talvez, até do Filipe. Na verdade, do meu ponto de vista, o Filipe só não está na frente porque a McLaren tem sido melhor do que a Ferrari, na média geral das corridas.
Mas continuamos torcendo pelo Filipe aqui!
Agora, volte à sua leitura. Mas uma corrida de F1 é sempre uma diversão muito boa também.
Escrito por Ricardo Costa às 11h30
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Paixão e rentabilidade
Ser apaixonado por livros normalmente dá uma despesa danada! Se você for um editor, caminhar apenas pela sua emoção e paixão pode levá-lo por caminhos, no mínimo, nebulosos...
Luis Paulo Luppa, o autor de "O vendedor pit bull" - best seller sobre a arte de vender -, lançou no último dia 4 de maio sua própria editora, que já sai com dois selos: Editora Resultado e Editora DiMomento. Segundo o empresário e autor, já estava na hora de "alçar vôo solo" e a estratégia de dois selos tem a ver com sua visão do mercado editorial.
O PublishNews fez uma "entrevista eletrônica" com o empresário e autor sobre o mercado editorial brasileiro e seus planos para o futuro da editora.
1. Por que uma editora própria, só sua? Por entender que o perfil editorial que acredito é uma oportunidade de mercado que vivencio no dia-a-dia e pelas facilidades de relacionamento com os autores
2. Qual é a sua perspectiva do mercado editorial brasileiro? Vejo uma tendência de que o mercado se concentre nas mão de livreiros e editoras específicas. Os que subsistirão, do meu ponto de vista, serão aqueles voltados para nichos de mercado específicos e as "gigantes".
3. O que você acha da “velha desculpa” de muitos editores, segundo a qual o grande problema é que o brasileiro não lê ou lê muito pouco? Você acha que essa situação tem mudado nos últimos 2 ou 3 anos? As pessoas lêem bons produtos que lhes tragam benefícios, emoções e momentos de lazer. Quem consegue prover isso, atinge o público. Escrevo para vendedores. Vendo bem. James C. Hunter escreveu pensando nos executivos e atingiu o mundo. Quem manda é o produto.
4. Quais são os seus planos editoriais para as editoras? Tem um planejamento de títulos para o próximo ano? Quantos por mês? Não estou preocupado em quantidade de títulos, prefiro se uma editora de 20 títulos que venda 500 mil exemplares por ano. Quero lançar produtos para nichos específicos com qualidade de conteúdo e de divulgação. Esse é um dos motivos porque a editora já nasceu com dois selos, uma para cada nicho de mercado.
5. O que você aconselharia para uma pessoa que está pensando em iniciar uma editora? Editora é um negócio de alto risco de muito mais perda do que de ganhos. Tem que conhecer muito o negócio, principalmente distribuição e necessidades de consumo. O difícil é que o editor é muita emoção; mas ele não pode publicar o que gosta de ler e sim o que o mercado está interessado em ler.
Escrito por Ricardo Costa às 14h38
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De 1.000 a 50
Eram os anos 70. Início. A ditadura militar passava pela sua fase mais repressiva. Eu era um cara bem de vida. Morava no Rio de Janeiro, trabalhava numa corretora da bolsa de valores, que nessa época era a grande sensação do mercado financeiro. Eu era contador e ganhava mil dinheiros por mês. Mas ainda achava que ganhava pouco, pois o trabalho era impiedoso com as horas de sono e lazer.
Na semana do meu casamento, sumi de casa por 48 horas. Às 4h da manhã do segundo dia, alguém bateu à porta do escritório. Fui atender usando apenas minhas roupas de baixo, pois o calor era absurdo. Era meu pai. “Papai, o que o senhor está fazendo aqui?” Perguntei com uma exclamação de susto. “Bom, você sumiu...” (Vale lembrar que naquele tempo os telefones eram raros e em nossa casa não tínhamos um). “Poxa, pai. Vou casar esta semana e preciso terminar o balanço da empresa antes de sair.” “Pois é por isso mesmo que estou aqui. Você vai se casar nesta semana e está enfiado aqui no escritório há dois dias!”
Terminei o balanço, casei-me, os dias passaram... e a bolsa de valores despencou. Foi a ruína de muita gente. Um número grande de pessoas se suicidou, pois no desejo de ganhar muito dinheiro com as ações, acabaram perdendo tudo o que tinham. A corretora onde trabalhava, faliu. Eu estava sem emprego e com uma nova família. Mas estava todo confiante. Com a minha experiência, logo encontraria um novo emprego e ainda pra ganhar muito mais do que aqueles “poucos” mil dinheiros. Que engano...
O tempo passou e consegui um emprego numa fábrica de bolachas (ou biscoitos como falamos no Rio). Salário? Cinqüenta dinheiros!! De mil para cinqüenta. Uma queda “razoável”. O tempo passou mais um pouco, e eu estava cheio de dívidas, morando num porão úmido, com nosso primeiro filho dormindo na cozinha porque não havia quartos na casa, e com alguns ratos de vez em quando lhe fazendo companhia. Comprávamos um litro de leite por dia que era só para a criança. Minha esposa e eu não encostávamos no leite. Estava chegando ao desespero.
Certo final de tarde, falei pra Deus: “Se o senhor me abençoar profissionalmente e eu puder pagar as minhas dívidas, sair deste porão úmido, ter minha casinha, comprar alimento para a minha família, vou me dedicar totalmente ao Senhor. Vou trabalhar muito para o Senhor. Mas se o Senhor não me abençoar e a coisa piorar ainda mais, se eu for morar debaixo da ponte... vou continuar me dedicando totalmente ao Senhor. Do Senhor eu não abro mão! Nem que seja debaixo da ponte, continuarei com o Senhor.” Hoje nem “acredito” que fiz uma oração assim. Fui dormir.
No dia seguinte, quando ia saindo da minha casa às 6h30 da manhã, para trabalhar, encontro uma mulher à porta. Era a senhora mais pobre da igreja. Ainda muito mais pobre do que eu. E ela me estendeu uma sacola: “Eu sei que o senhor não precisa disso, mas por favor aceite. Deus me colocou no coração o desejo de lhe dar esta sacola de alimentos. Vou me sentir muito honrado se o senhor aceitar.” Desmontei diante de Deus e dela. Como era possível? Ela era muito mais pobre do que eu e estava me levando uma cesta básica?!
Fui trabalhar com uma paz no coração que não dá pra explicar em termos humanos. No final da tarde, ao voltar para casa, recebi um recado da minha esposa de que um senhor havia me procurado e deixado um recado para que eu procurasse um dos meus antigos patrões da corretora.
O tempo passou, mas dessa vez foi pouco. E logo eu estava trabalhando na Petrobrás e ganhando mais de dez vezes o meu salário da fábrica de bolachas. De lá para cá só fui mudando de emprego quando Deus me chamava para outro lugar. São 35 anos de crescimento profissional e realização pessoal. E tudo isso por causa daquela oração “maluca”. Hoje posso decidir o que fazer daqui pra frente na minha vida, mas só quero fazer uma coisa: cumprir a promessa que fiz a Deus naquele dia – do Senhor eu não abro mão!
Experimente.
Eude Martins - Abril de 2007 texto de Ricardo Costa
Escrito por Ricardo Costa às 18h43
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Passou...
Infelizmente o dia passou e eu não falei nada aqui. Mas ainda vale citar e convidar você a ficar ligado neste site: http://shutdownday.org.
Ele nasceu do desafio de dois jovens no Canadá, para que os computadores fossem desligados por 24h. O dia escolhido para o shut down dos computadores foi o dia 24 de março, sábado passado. Mas você pode fazer o seu próprio dia de "desligar o computador". Não espere até que venha o próximo shut down. Faça você mesmo o seu dia.
Quem visitar este meu blog, vai encontrar informações sobre esse dia e também dicas de opções literárias ao computador. Antes de ir embora, convido-o para assistir o vídeo do Shut down day no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=5xprMZW6QmQ
Boa leitura!
Escrito por Ricardo Costa às 22h32
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PublishersWeekly: Melhores livros 2006
Segundo Groucho Marx, "Sem contar o cão, um livro é o melhor amigo do homem". Então considere esta a nossa seleção dos melhores dos melhores amigos. Aqui estão os 100 melhores livros do ano da PublishersWeekly, divididos em categorias e organizados alfabeticamente.
Para os apreciadores da boa literatura, é uma lista para ir sonhando com a chegada ao Brasil. Para os produtores de literatura traduzida, uma lista de "objetos do desejo" para produção em língua portuguesa. E para todos, uma oportunidade de ficarem atualizados com as novidades.
Veja a lista clicando aqui.
Escrito por Ricardo Costa às 08h12
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"Não confiaria na visita de Bush à A. Latina"
LIMA (Reuters) - O líder da mítica banda britânica de rock Pink Floyd, Roger Waters, disse no Peru que "não confiaria" no diálogo com o presidente norte-americano, George W. Bush, na visita que ele está fazendo por cinco países da América Latina.
De acordo com a Casa Branca, a viagem de Bush busca retomar o diálogo com os países da região, mas segundo analistas, o presidente também quer evitar a propagação da mensagem esquerdista do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
"Eu não confiaria em (Bush) ao ponto de poder conversar", disse Waters na noite de sábado a jornalistas.
Leia a reportagem completa no UOL - Diversão e Arte Notícia veiculada pela Agência Reuters
Escrito por Ricardo Costa às 07h56
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Quem é do mar não enjoa
Seja como pano de fundo, inspiração ou até mesmo personagem, os mares do mundo já rechearam muitas obras ao longo dos séculos. São raros, no entanto, os livros que se debruçaram realmente sobre os oceanos em geral. Estes, quando existem, estão restritos aos cursos de oceanografia e são quase que impalatáveis. Algo que os divulgadores da ciência bem que poderiam resolver.
Ao relembrar a adolescência, não há como esquecer Moby Dick e 20 mil léguas submarinas. O primeiro, escrito por Herman Melville em 1851, é uma aventura espetacular que, nos dias de hoje, pode até ajudar a entender por que as baleias estão desaparecendo dos mares. Como eu queria, de verdade, ter navegado uma única vez no Pequod, mas talvez sem a companhia do capitão Ahab.
A obra de Júlio Verne, também de meados do século XIX, é talvez uma aventura ainda mais cheia de simbolismo do que a caça às baleias. Dentro do Nautilus, o capitão Nemo busca criar uma "sociedade" totalmente independente do mundo. Vivendo no e sendo sustentada apenas pelo mar.
Mas, depois, quando se cresce, o mar passa a ser uma realidade... Leia mais clicando aqui
Por Eduardo Geraque No site da revista Entrelivros
Escrito por Ricardo Costa às 17h24
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Livro com borracha
O mineiro Marcos Túlio Damascena, de 28 anos, pode ser considerado um ppioneiro em iniciativas nada convencionais de exercitar o gosto pela leitura e incentivar a prática entre a comunidade.
Há pouco mnais de quatro anos, ele chamou a atenção por transformar a borracharia do pai, na cidade de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, numa verdadeira bliblioteca, que oferece empréstimos gratuitos das obras aos moradores.
...
Com um acervo catalogado de aproximadamente 5 mil exemplares, sem contar vídeos, as revistas e os gibis, a "borrachalioteca" - como foi batizado o local - que deverá em breve ganhar uma extensão e novos projetos de interação com a comunidade. ...[A prefeitura] promete arcar com os custos do aluguel de uma loja ao lado da borracharia.
Em contrapartida, ele e colegas do curso de letras, de uma faculdade particular da cidade, irão oferecer cursos gratuitos de espanhol, português, interpretação de texto, técnicas de redação e oficina de xadrez. Será montado também um grupo de contadores de histórias para adultos e crianças. ...
... O sabarense [Marcos] só está na faculdade porque a institução lhe oferecu uma bolsa de estudos de 50% do valor da mensalidade.
Durnate o dia, Damascena continua exercendo a profissão de borracheiro.
Extraído do jornal O estado de São Paulo, 29/jan/2007 Reportagem de Eduardo Kattah
Escrito por Ricardo Costa às 22h34
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Comprador de felicidade
Desliguei na cara dele.
Johnny está legal. Quem vai morrer é Rose. Ela se ergueu até a pia, tentou pegar o remédio. Agora, encontrou as pílulas, e as está engolindo às dúzias. Às dúzias.
Disco 911, digo para onde eles devem ir, dou o nome da suicida. Digo o meu nome verdadeiro, na esperança de que o reconheçam, na esperança de que essa informação faça com que se apressem.
Saio rápido da sala e vejo a Sra. O'Leary que sobe a escada com suas pernas gordas e esadas.
"A Sra. Owen continua a insistir", resmunga a velha. "Ela disse que é uma emergência. E que é melhor o senhor falar com ela. Disse que o seu nome verdadeiro não é Henderson."
"Eu volto", grito, enquanto desço a escada aos saltos, e saio batendo a porta. Entro rapidamente no meu carro e parto a toda para o apartamento de Rose...
Ariel Dorfman AVAREZA - Terapia, da série Plenos Pecados
Achei esta série (ou os livros dela que já li até agora), fascinantes e excelentes. Vocês vão encontrar vários trechos deles por aqui. Aproveitem, mas não fiquem só nos textos deste blog.
Boa leitura!
Escrito por Ricardo Costa às 22h55
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Caiu na rede é livro
Vai levar um peixe ou um livro?
Nos últimos meses, o pescador Leonardo da Piedade Diniz Filho, de 40 anos, viu sua clientela crescer e se diversificar na feira livre de Pirapora, cidade à margens do rio São Francisco, no norte de Minas Gerais. Os frequentadores estão sendo atraídos à barraca de Léo do Peixe, como é conhecido, não só pelos dourados, surubins e curimatãs como também pela inusitada oferta de livros. O pescador virou a principal atração da feira dominical ao criar o Clube da Leitura, em fevereiro do ano passado. O projeto, que nasceu tímido, com o objetivo de entreter crianças enquanto os pais compram, ganhou corpo e já envolve a comunidade local, a exemplo de outros atos voluntários e criativos de incentivo à leitura que surgiram no País nos últimos anos. Em pouco tempo, a partir de doações, Léo do Peixe já acumula uma acervo de 8 mil exemplares, entre livros, revistas e gibis, que são emprestados gratuitamente. Para atender à demanda, precisou improvisar uma biblioteca nos fundos de sua casa, que também funciona como peixaria. ...
Em um espaço improvisado embaixo de uma lona, Léo do Peixe conta agora com uma barraquinha própria para o Clube da Leitura. Todos os domingos ele enche duas estantes. Em média, são emprestados 50 exemplares. Durante a semana o movimento é em sua casa. Sem cerimônia, os moradores adentram o local para buscar ou entregar um livro. Os clientes da peixaria, por sua vez, são sempre incentivados a levar um exemplar.
"Hoje eu vendo menos peixe. O pessoal acha que me negócio agora é livro", conta o pescador. "Já fui até chamado de doido", lembra.
Doido é quem não gosta de livro! (comentario do bloggueiro)
Extraído do jornal O estado de São Paulo, 29/jan/2007 Reportagem de Eduardo Kattah
Escrito por Ricardo Costa às 15h45
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Lugar de leitores
Depois de uns dias em pausa, estou de volta com uma dica "quente" (ou pode ser gelada, se você preferir um Frappuccino - vale a pena experimentar!), para os leitores:
Starbucks
Não é só um case de sucesso empreendedor, é um delicioso ambiente de café, muffins, bolos, bebidas geladas e uma trilha sonora de primeira. É só levar o livro e curtir! Para os internéticos acesso wireless completa o pacote de comodidades. As poltronas e mesas são "a cereja do bolo" (desculpem pela frase feita).
Boa leitura. E boa bebida e comida!
Escrito por Ricardo Costa às 10h03
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Motral ou Imortal?
O que fazemos por nós, morre conosco. O que fazemos pelo próximo e pelo mundo, é imortal.
Albert Pine (citado em Criminal Mind)
Escrito por Ricardo Costa às 23h56
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Beleza inteligente
... Eu não assisto TV, não tenho paciência. Prefiro ler. Tem tantas coisas mais inteligentes que a televisão poderia estar fazendo e não faz!... Agora, eles só fazem reality shows. Eu acho isso horrível. Prefiro uma coisa mais criativa.
Gisele Bündchen, modelo Entrevista à Folha de São Paulo, 19/jan/2007
Escrito por Ricardo Costa às 15h18
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Primeira Mordida
Subíamos de trem a Serra do Mar, quando o tema entrou em nossa conversa não sei por onde. Pela janela é que não foi. O que entrava por ali, pelas frestas, era o ar puro, quase gelado, enquanto pelo vidro passavam pedaços de um paraíso ecológico a quase 600 metros de altura. Em duas horas de lenta e prazerosa viagem, iríamos ser apresentados, ainda que de passagem, a todas as espécies de flora da Mata Atlântica.
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Era um passeio turístico para o qual fôramos convidados, minha mulher Mary e eu, e cujo convite resolvemos estender a Dorrit e sua filha Clara, que haviam ligado ao chegarem cedo ao Rio naquela manhã de sábado. ...
A manhã de chuva fina, com cara de inverno, parecia feita de propósito para aquela escalada, pois o folheto de propaganda do "Passeio ao Coração da Mata Atlântica" anunciava que com tempo nublado, a viagem tinha um atrativo especial: "a sensação de estar viajando numa floresta dentro das nuvens".
Hoje misturam-se nas minhas lembranças o que foi dito por minha amiga e o que foi dito por mim, o que eu sabia então sobre a inveja e o que aprendi depois. Não consigo me lembrar por que começamos a falar dquele assunto, naquele lugar. Acho que ouvi mais do que falei. Dorrit disse que era fascinada pelo tema porque se tratava de um sentimento inconfessável e tão insidioso que fazia com que os outros seis pecados parecessem até "invejáveis". ...
Inveja - Mal Secreto, Zuenir Ventura. Editora Objetiva. Este é o primeiro volume da série Plenos Pecados que como sugere o nome tem como tema os sete pecados capitais. Na sequência à leitura deste volume, indico Soberba - O Vôo da Rainha, do escritor argentino Tomás Eloy Martinéz. Mas não se limite a esses dois; A série toda é uma "tentação".
Boa leitura!
Escrito por Ricardo Costa às 07h57
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Falaí Garoto
"É preciso ver menos TV e ler mais" (Serginho Groisman, apresentador da TV Globo, durante chat no Portal Terra)
Escrito por Ricardo Costa às 16h51
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